O vendido, Paul Beatty, 2017

O vendido, Paul Beatty, 2017, 302 páginas, tradução de Rogério Galindo.

Não gostei do livro, não recomendaria e não leria novamente. O livro é uma fábula acerca da vida em um gueto negro de Los Angeles. É uma fábula visto que contém cenas como esta: a namorada do personagem principal é motorista de ônibus e sai do trajeto cotidiano para ir até a praia com os passageiros, atola o ônibus na areia e o mar vem lamber o veículo. Há várias ocorrências como essa. O livro descreve algumas cenas esparsas do cotidiano negro no gueto, aliás um gueto que se transmutou de exclusivamente negro para um misto de negros e mexicanos. O autor, que é negro, conta algumas piadas sobre negros, parece declarar que negros podem contar piadas sobre negros, brancos não. Não é um livro desinteressante, mas a mim não agradou, não há quase uma história a ser contada. Há muitas referências a pontos obscuros da cultura negra norte-americana, rap, funk, que para mim soaram como grego. Não foi uma perda de tempo mas foi quase isso.

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