A caçada, Elis Mendes

A Caçada

Era noite na Savana Brasileira. Depois de um longo e cansativo dia de expedições,ea expedicionária Elis escovava os dentes para dormir. Eis que um antílope salta em sua direção, fazendo-lhe largar a escova e correr dando um grito de susto. Tem início então um Safári noturno inesperado. Para tentar alcançar o animal ungulado, Elis chama o expedicionário Pedro e juntos soltam a Leoa Fofinha. A Leoa fareja, mas não consegue encontrar o animal que se esconde. Pedro incita o antílope que sai do esconderijo em direção a outra formação rochosa em formato de sofá e lá se entoca. A Leoa não percebe. Elis e Pedro tentam de tudo para que o antílope saia e a Leoa o veja, incluindo colocar a Leoa dentro da rocha. De dentro da rocha a Leoa fita os expedicionários sem entender o que se passa. As outras Leoas do bando fogem assustadas com tal movimentação. Até que Pedro, o bravo, levanta a rocha e permite que a Leoa curiosa se entranhe nos veios da rocha e finalmente encontre a caça. Ao descobrir o antílope a Leoa Fofinha abocanha o animal. Na tentativa de devolver o bicho ao seu habitat natural, Pedro e Elis abrem as grades para que a Leoa corra para a savana. A fera leva sua presa em suas mandíbulas para o local onde poderá divertir-se em paz e assim começa o jogo entre gata e rato. A Leoa se entretém soltando o animal para que ele corra e deixe as coisas mais animadas, mas não o deixa ir longe e pisa e o abocanha sucessivamente. A Leoa quer apenas curtir com a presa, por isso ainda a mantém viva, contudo o antílope finge-se de morto algumas vezes para enganar a Leoa, mas sem sucesso. Fofinha faz do bicho o seu joguete por longos minutos. As outras Leoas tentam aproximação sem obter êxito, por isso apenas assistem a recreação da fêmea Alfa. Fofinha é a mais rápida, ágil, caçadora e fera dominante desse Safari. Por fim, os expedicionários resolvem que é hora de libertar o antílope. Elis segura a Leoa e pede gentilmente que libere a presa e tenta tirar da boca dela o bicho que a olha apavorado. Como não há cooperação da besta fera, Elis agarra o dorso de Fofinha e faz com que ela abra a mandíbula em que retinha o quadrúpede. Pedro estava preparado para arremessá-lo bem longe, mas não há necessidade. Ao sentir-se liberto o antílope corre em disparada para a estrada e some de vista. Para a tristeza das Leoas. Acabou o passatempo noturno. Entretanto elas ficam na savana farejando e observando. Para trazê-las de volta à jaula Elis pega a carne favorita de Fofinha e Lêda (Karen está mais pra herbívora e insetívora) e as conduz ao confinamento. Após deleitarem-se com a refeição que ganharam como prêmio pela caçada lambem-se e repousam. Quem sabe a sonhar com uma zebra pra o divertimento do dia seguinte. Sabendo que o antílope não mais esconde-se em sua cabana Elis e Pedro dormem sossegados e protegidos pelas três Leoas.