Carbono alterado, Richard Morgan, 2001

Carbono alterado, Richard Morgan, 2001, 490 páginas, tradução Edmo Suassuna. A história se desenvolve no século XXV. A mente humana, a personalidade, tudo, pode ser armazenada em discos e colocada em qualquer corpo. Os mais ricos dispõem de muitos corpos à disposição, portanto são quase imortais. Os mais pobres, economizam durante a vida para ao menos poder comprar um corpo. A pena para os crimes é o armazenamento. A depender da gravidade do crime, o armazenamento pode ir de meses a centenas de anos. Os corpos dispõem de diversos melhoramentos e implantes, ao gosto do comprador. As drogas existentes são inúmeras, tanto para afetar a mente quanto os corpos. Essas são a parte mais criativa do livro. O enredo é confuso, complicado, com excesso de personagens e, ao mesmo tempo, clássico: o detetive durão e machão e fortão e sem medo que é contratado para desvendar um assassinato. Sexo e violência e belas mulheres dispostas ao sexo com o detetive. A grande falha da história é a vontade explícita do detetive de consertar a vida de gente sofredora que acabou de conhecer. O cara é um ex-militar feroz e treinadíssimo, essa empatia soa descabida. De todo modo, o livro prende o leitor e devorei as 490 páginas em poucos dias.