Notícias do dia

The Guardian: Companies press panic button in blow to May.
The Guardian: Naomi Osaka: Sponsor apologises for “withewashing” tennis star in ad.
Le Figaro: Neige: restrictions de circulation dans le Nord et l’Île-de-France.
El Mundo: Los Reyes llegan a Fitur por una puerta lateral mientras los taxistas cortan los principales accesos.
Folha de São Paulo: Cresce número de mulheres que superam homens em competições de resistência.
Estado de São Paulo: Menina de três anos morre após ser deixada dentro de carro.

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Machado: viajar

“Tinha feito uma viagem de poeta e não de peralvilho. Soube ver e sabia contar. Estas duas qualidades, indispensáveis ao viajante, por desgraça são as mais raras. A maioria das pessoas que viajam nem sabem ver, nem sabem contar.”

Machado de Assis.

Manchetes do dia

Folha de São Paulo: Obras de arte de grande porte são desafio para museus e colecionadores.
Estado de São Paulo: Chavismo prende 27 militares que se rebelaram.
The Guardian: Greenland: Ice melting “faster than previously thought”.
Le Figaro: Liberté d’entreprendre ou esclavage sexuel? Le Conseil constitutionnel se penche sur la loi prostitution.
El Mundo: Bruselas acoge con frialdad el Plan B de Theresa May.

Manchetes do dia

Folha de São Paulo: Petróleo acirra rixa de Guiana com Venezuela.
Estado de São Paulo: China registra menor alta do PIB em 28 anos.
The Guardian: World’s 26 richest people own as much as poorest 50%, says Oxfam.
Le Monde: Le Mexique sous le choc après l’explosion meurtrière d’un oléoduc.
El Mundo: Corbyn: la oposición laborista sin plan sobre el Brexit.

A rua dos óculos

A famosa atriz brasileira processou a empresa de cosméticos que usava a imagem dela em publicidade de um creme antirrugas. A atriz deverá ser indenizada em um milhão de dinheiros. Aqui na Cidade dos Mosquitos, na Rua das Águas Verdes, mais conhecida como a rua dos óculos, dezenas de atrizes estrangeiras e nacionais fazem propaganda involuntária das óticas. Basta que uma atriz ou personalidade célebre apareça em uma revista, uma novela, um filme, usando óculos, para que as pequenas óticas copiem a imagem e imprimam grandes cartazes que penduram nas fachadas. Por sinal, a rua dos óculos possui a maior incidência de óticas por metro quadrado do mundo, é uma loja colada na outra, cada uma com uma largura de um metro ou menos. Diz-se que nem São Paulo tem tantas óticas juntas em uma única rua. As atrizes expostas na Rua das Águas Verdes jamais saberão da utilização de suas imagens, tampouco receberão qualquer centavo de pró-labore ou indenização. Cabe informar que esse nome histórico da rua, Águas Verdes, tão belo, deve-se ao fato de que, até o ano passado, a via, que é ligeiramente inclinada na direção da Rua do Progresso, acumulava águas servidas, águas podres, águas de esgoto, ali no encontro das duas ruas, águas que ficavam verdes com o tempo e serviam de fazenda de mais mosquitos. Hoje, graças ao progresso, a Prefeitura abriu um rego que faz a água podre escoar para dentro do Rio das Águas Pretas, tudo resolvido.

Manchetes do dia

Folha de São Paulo: Explosão de carro-bomba deixa 11 mortos em Bogotá.
Estado de São Paulo: Brasil deve liderar movimento contra Maduro.
The Guardian: Death on demand: Has euthanasia gone too far?
Le Monde: Colombie: Bogotá frappée par un attentat, le plus meurtrier depuis 2003.
El Mundo: Asesinó a su mujer en 2003 y ahora asesina a la abogada que le defendió.

Oito bi

Todo dia, oito bilhões de pessoas fazem ao menos uma fotografia com seus aparelhos de cellputer. A Organização das Nações Unidas determinou que todos os habitantes do planeta, os oito bilhões, estejam interligados, todos com todos. Todos os dias, oito bilhões, no mínimo, de novas fotografias aparecem na tela do meu cellputer. Há imagens de gente na neve, gente no Saara, gente em Fernando de Noronha e nas favelas. Ao menos, a ONU permitiu que cada um de nós possa colocar algumas pessoas como prioridade, as fotografias delas aparecem primeiro na tela. Eu especifiquei apenas uma pessoa como favorita. É uma garota que vai à faculdade, faz fotos no ônibus, na sala de aula, o almoço. Depois, vai à academia e faz fotos no vestiário, bem na frente de uma placa que diz que é proibido fotografar no vestiário. A garota, então, vai para casa, fotos no ônibus, em casa, na cama, vê televisão e se prepara para dormir. Todos os dias. É um oásis.
Paris recebe quarenta milhões de turistas por ano. Dá mais ou menos cento e dez mil pessoas por dia. São cento e dez mil fotografias da Torre Eiffel por dia na tela do cellputer. A pessoa vai em Paris, faz uma foto da torre, não importa que já existam milhões ou bilhões de fotos da torre. A mesma pessoa volta a Paris no ano seguinte, faz mais uma dezena de fotos da torre. De acordo com a Unesco, a Torre Eiffel nem é mais a mesma torre do início. As manutenções indicam que cada ferrinho da torre já foi trocado ao menos três vezes. Um ferrinho, ou um ferrão, se degrada com a poluição, a chuva ácida, o tempo, o clima inóspito da capital francesa, aquele ferrinho é trocado por outro novo em folha, mesmo t udo, mesmo formato, tamanho, rendilhado. É assim que a torre atual é um simulacro da torre inicial do século dezenove. Ao longo dos anos, todos os ferros foram trocados. Parece que tem um ou dois ferrinhos originais exposto no Museu do Louvre de Dubai. A ONU não permite que o cidadão comum bloqueie as imagens de qualquer outro cidadão do planeta. Daí que, todos os dias, depois de obter um pouco de calma na contemplação da garota no ônibus, sou obrigado a ver umas cento e dez mil fotos da falsa Torre Eiffel. Depois disso, começo as tarefas do dia.